Em entrevista ao New York Times, Brendon Urie fala sobre Kinky Boots

Brendon Urie conversou com o New York Times sobre sua estreia em Kinky Boots na próxima semana. Ele revelou seu amor por musicais, conta como recebeu o convite, sua história com a atuação e muito mais. Leia a tradução:

Como conseguiu seu primeiro papel na Broadway?
Fui convidado para ver o show há dois anos e meio — eu só havia assistido dois musicais antes: “The Book Of Mormon” e “Wicked”. No final, a aceitação, a compaixão e o entendimento que você sente é acolhedor. Havia uma chama no meu peito, queria me levantar gritando. Depois, me encontrei com o produtor Hal Luftig, e ele me perguntou se eu estava interessado. Eu disse: “Em qualquer forma que você quiser me usar na Broadway, estarei pronto para mergulhar. Ajudo a construir sets, fico na portaria — qualquer coisa que possa fazer para ser parte desta família.”

Você era um fã da Cyndi Lauper, que escreveu as músicas (de Kinky Boots)?
Com certeza! Ela é tão icônica. “Goonies” foi um dos meus filmes favoritos, e acho que a primeira música que ouvi dela foi [canta em falseto] “good enough!” (The Goonies ‘R’ Good Enough). Ouvi a trilha sonora diversas vezes depois que assisti ao musical, e eu conseguia ouvir a Cyndi em cada uma das faixas.

Muitas delas são similares com o som da sua banda
Panic! é uma banda tão teatral que se fundiu muito bem. As músicas do Charlie, em especial, tem muita emoção. Nos ensaios, Brian Usifer, diretor musical, estava me dando dicas como, “Pense sobre o que ele está passando – esta é desprezível, esta é confiante.” Eu tratei o script da mesma forma porque existe uma espécie de musicalidade nele, especialmente com o sotaque britânico.

Obviamente você pode cantar, mas você já havia pensado em atuar?
Eu queria ser ator quando criança. Meu professor da segunda série chamou uma agência de talentos e fez eles ligarem para minha casa. Minha mãe ficou furiosa. Ela ficou tipo, “Não, essa não é uma que eu vou te colocar.” Compreensível, sabe ela estava apenas tentando me proteger. Caí no mundo da música, mas precisava achar o momento certo para mergulhar na atuação.

Os musicais agradavam seus pais?
Eles amavam. Minha mãe era inflexível sobre eu assistir musicais: “Você precisa ter cultura.” Não era algo estranho como se ela precisasse me educar – eles estavam em toda parte. Era isso que eu estava autorizado a assistir o tempo inteiro. Costumava ver “Les Miz”, da Broadway, e estudá-lo.

Você tem uma tatuagem do rosto do frank Sinatra em seu antebraço. Ele é seu cantor espiritual?
Me apaixonei pelo Sinatra quando era bem novo. Havia uma desenho animado onde eles tinham uma parte com um suporte de microfone com uma gravata borboleta, e seu rosto com com grandes orelhas – eles obviamente estavam fazendo piada com o quanto ele era magro. Essa foi a primeira vez que ele entrou no meu radar. Então veio o Singing Sword em “Roger Rabbit”. [começa a cantar “Witchcraft.”] Queria muito cantar como ele.

Além disso, você cresceu em Las vegas.
Mal consigo demonstrar a importância de Vegas. Eu estava a oito minutos de Strip, que era um lugar interessante, especialmente para mim em uma família religiosa. Não era um lugar saudável. Nós íamos assistir Cirque du Soleil and Blue Man Group. Tínhamos fitas do show do Cirque em casa: “Mystère,” “Saltimbanco.” Havia uma atração pela teatralidade daquilo. Isso era o Panic! desde o começo: queria me fantasiar. Então eu estava muito em sintonia com a Broadway neste sentido.

Como foi colocar aqueles saltos tão distintivamente vermelhos de “Kinky Boots” pela primeira vez?
Eu tirei as medidas há alguns meses e apenas há dois dias eu finalmente os experimentei. Estava um pouco preocupado com o equilíbrio – já usei salto antes, mas estes vão além do joelho. Me virei e disse “Isso parece certo.” Isso é onde eu deveria estar o tempo todo – é incrível!

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A estreia de Brendon Urie em Kinky Boots, na Broadway, acontece na próxima sexta-feira, 26 de maio.

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